
Estamos em época de Copa, patriotismo exacerbado, irritantes vuvuzelas, Dunga mau humorado e... os erros dos juízes.
E não foram poucos. Metade da Copa 2010 já se foi, e cada vez mais os erros dos árbitros constrangem países e torcedores. Só hoje (27/06) dois graves erros mudaram placares.
No primeiro jogo entre Alemanha e Inglaterra, o jogador inglês Lampard fez um gol válido, onde a bola bate no travessão e entra cerca de 30 cm no gol, mas o juíz não viu e vergonhosamente anulou o que seria então o empate de 2x2 para os ingleses.
No segundo jogo entre Argentina e México, Tevez fez um gol absurdamente impedido, onde este após passar no telão do estádio, revoltou os jogadores assim como todos os torcedores. Mas o juíz preferiu o roubo, ou que seja, o engano.
E que tal falar do jogo entre Brasil e Costa do Marfim em que o nosso craque Luis Fabiano fez um gol com a mão, que segundo ele foi obra da “Mão de Deus”. Ué, qual o problema em fazer gol com a mão? vai ver que ele confundiu o futebol com o vôlei.

São erros assim que me fazem pensar o porque da FIFA afinal, não usar os recursos eletrônicos para evitar erros graves como estes que modificam placares e podem sim, alterar resultados não só na classificação dos países como no resultado final dos países campeões.
A FIFA diz que os recursos tecnológicos fazem com que se perca a “magia” do futebol. A possibilidade do erro é o que humaniza o futebol, isso faz parte do jogo. Será? Logo, eles preferem que essa “magia” seja então feita através de erros e omissões. Que placares sejam decididos por mera sorte de se ter árbritos atentos ou simplesmente omissos. Dá pra entender?
Cabe lembrar que o futebol, é um dos únicos esportes (se não for o único) em que a tecnologia não está presente, fazendo com que os resultados nem sempre sejam justos e corretos. A precisão dos resultados neste esporte não é tão importante, o que vale mais é essa tal de “magia”. Magia essa que por muitos vezes destrói os sonhos de jogadores, acaba com a confiança de países em seus times, ou mesmo na FIFA e ainda faz com que o futebol-arte vire sinônimo de imprecisão, omissão e revolta.
Com isso, só nos resta aguardar os próximos erros, os próximos gols válidos - e mesmo assim anulados -, e os próximos gols feitos com a mão, ou ainda descaradamente impedidos.