terça-feira, 21 de setembro de 2010

Os quase famosos na política

É triste pensar que um candidato-palhaço que tem como slogan “Pior que tá, não fica”, seria o deputado federal mais votado em todo o país. Se as eleições fossem hoje, o palhaço Tiririca teria perto de 1 milhão de votos somente no estado de São Paulo (e cabe falar que ele não apresentou sequer uma proposta), elas simplesmente se resumem a piadas de péssimo gosto.

É lamentável pensar que mesmo com algumas campanhas pedindo aos eleitores que votem consciente, este pseudo artista ganhará em disparado as eleições em São Paulo.

Estamos vivendo aliás, um surto de “artistas” querendo uma vaga na câmara de vários estados do Brasil. Vai de ex-BBB, passando pela funkeira Tati Quebra-Barraco, a cantora Simony e os integrantes do KLB, e ainda Agnaldo Timóteo, Ronaldo Ésper, Reginaldo Rossi, o ex-jogador Romário e para finalizar tentando uma vaga ao Senado, Netinho de Paula.

Agora vem a pergunta: o que estes “seres” poderiam acrescentar e/ou melhorar a tão absurda política brasileira? O Tiririca por exemplo, já confessou que não tem a mínima ideia do que faz um deputado, mas quando estiver lá vai passar a conhecer. Nossa, como esta resposta me deixa confortável...

A única opção que me vem a cabeça com tamanho sucesso de sua campanha, e a mais plausível que justifique os seus mais de 900 mil votos seria uma espécie de protesto, onde os eleitores não tendo opção melhor para votar, escolhem aquele que lhe faz rir. Aqui não se pode dizer que os eleitores escolhem aquele que seria impossível de se eleger, já que desde o começo de sua brilhante campanha, este palhaço já estava ganhando em disparado nas pesquisas eleitorais. O pior, que o tão conhecido lema de votar no “menos pior” não se pode usar neste candidato.



O negócio é que o brasileiro não sabe votar, e ponto! Ninguém lembra em que deputado votou na ultima eleição, quais foram as propostas que seus candidatos cumpriram ou mesmo as que deixaram de cumprir, o que ele fez de errado e muito menos procuram saber “os podres” dos seus futuros candidatos: e cá entre nós, podres é que não faltam.

Tudo isso é que me deixa tiririca, e não um palhaço-candidato (ou seria candidato palhaço?) com esse mesmo nome.

domingo, 27 de junho de 2010

A Copa e os (muitos) erros de arbitragem



Estamos em época de Copa, patriotismo exacerbado, irritantes vuvuzelas, Dunga mau humorado e... os erros dos juízes.
E não foram poucos. Metade da Copa 2010 já se foi, e cada vez mais os erros dos árbitros constrangem países e torcedores. Só hoje (27/06) dois graves erros mudaram placares.

No primeiro jogo entre Alemanha e Inglaterra, o jogador inglês Lampard fez um gol válido, onde a bola bate no travessão e entra cerca de 30 cm no gol, mas o juíz não viu e vergonhosamente anulou o que seria então o empate de 2x2 para os ingleses.

No segundo jogo entre Argentina e México, Tevez fez um gol absurdamente impedido, onde este após passar no telão do estádio, revoltou os jogadores assim como todos os torcedores. Mas o juíz preferiu o roubo, ou que seja, o engano.

E que tal falar do jogo entre Brasil e Costa do Marfim em que o nosso craque Luis Fabiano fez um gol com a mão, que segundo ele foi obra da “Mão de Deus”. Ué, qual o problema em fazer gol com a mão? vai ver que ele confundiu o futebol com o vôlei.



São erros assim que me fazem pensar o porque da FIFA afinal, não usar os recursos eletrônicos para evitar erros graves como estes que modificam placares e podem sim, alterar resultados não só na classificação dos países como no resultado final dos países campeões.

A FIFA diz que os recursos tecnológicos fazem com que se perca a “magia” do futebol. A possibilidade do erro é o que humaniza o futebol, isso faz parte do jogo. Será? Logo, eles preferem que essa “magia” seja então feita através de erros e omissões. Que placares sejam decididos por mera sorte de se ter árbritos atentos ou simplesmente omissos. Dá pra entender?

Cabe lembrar que o futebol, é um dos únicos esportes (se não for o único) em que a tecnologia não está presente, fazendo com que os resultados nem sempre sejam justos e corretos. A precisão dos resultados neste esporte não é tão importante, o que vale mais é essa tal de “magia”. Magia essa que por muitos vezes destrói os sonhos de jogadores, acaba com a confiança de países em seus times, ou mesmo na FIFA e ainda faz com que o futebol-arte vire sinônimo de imprecisão, omissão e revolta.

Com isso, só nos resta aguardar os próximos erros, os próximos gols válidos - e mesmo assim anulados -, e os próximos gols feitos com a mão, ou ainda descaradamente impedidos.

domingo, 11 de abril de 2010

Quem derrubou o Morro do Bumba foram os políticos!l





E mais uma tragédia aconteceu no Brasil...

Num país que felizmente não tem terremotos, vulcões e furacões, ser castigado dessa forma pela natureza é triste. Mas será que a natureza é culpada disso? Não! As fortes chuvas que atingiram o estado do Rio na ultima semana foram extremamente fortes. Isso é fato. Agora, culpá-la por essa tragédia, é no mínimo hipocrisia.

Dos vários acidentes acontecidos no estado do Rio (o mais grave ocorreu em Niterói, onde houve um gigantesco deslizamento de terra num morro denominado Morro do Bumba), não se pode e não deve ter a chuva como culpada (ou pelo menos como a principal culpada). Quem verdadeiramente matou todas as quase 200 pessoas e deixou tantas outras desabrigadas foi um erro dessa política nojenta que perpetua no Brasil, associado com a ignorância do povo.

Desde 2004, a prefeitura de Niterói tinha em mãos dois documentos feitos pela Universidade Federal Fluminense que alertavam sobre os riscos que a ocupação desordenada na cidade implicava. Nestes mesmos documentos o Morro do Bumba já era apontado como uma área de risco extremo, pois vale lembrar que todas as dezenas de casas que ali existiram foram construídas sobre um antigo aterro municipal. Agora o O “não-tenho-culpa-de-nada” prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira vem dizer a toda a imprensa que não tinha qualquer responsabilidade sobre o caso. Se ele não tivesse responsabilidade e conhecimento, então a população do Morro não teria asfalto, água encanada e energia elétrica.

É isso que faz com que a chuva não seja a vilã dessa tragédia. E sim os governantes, que insistem e incentivam a população a morar em cima de morros (que um dia a natureza ajudará a derrubar) em troca de votos e outras podridões que os políticos tanto querem.

Essa é a famosa política do pão e circo. Só que em vez de lutas e pães, se distribuem casas, ainda que seja em cima de lixões e em morros que fatalmente cairão com o tempo, matando centenas de vidas e destruindo famílias e sonhos. Sonhos estes, que os políticos tanto ajudam a destruir com suas ganâncias cada vez maiores e infelizmente cada vez mais fatais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A TV paga e seus filmes repetidos

Com a péssima qualidade da TV aberta no Brasil, o jeito é apelar para a (cara) TV por assinatura. Mas além de ter que pagar para assistir a uns poucos canais que são interessantes (ou alguém se interessa pelos canais de vendas de tapetes persas?), temos que aguentar as incessantes repetições de filmes e seriados.

Já vi (e mais de uma vez) o mesmo filme passando simultaneamente em canais diferentes, ou ainda o mesmo canal passar mais de uma vez o mesmo filme num intervalo menor do que 24 horas. É o cúmulo do absurdo. Apenas um canal reprisou impressionantes 29 vezes o mesmo filme. Detalhe: em um mês! Outro canal exibiu cinco vezes o mesmo filme num intervalo de 15 horas.
Um mesmo canal reprisar um filme duas ou três vezes em um mês é absolutamente tolerável, assim permite a quem não possa em um horário, assisti-lo em outro. Mas não 29 vezes né.

Nós somos consumidores muito bonzinhos (ou seria bobos?). Temos que reclamar e se impor mais, é nosso direito, afinal pagamos por estes canais. Nossa intenção com a compra da TV paga, é justamente fugir dos desprezíveis canais da TV aberta, que incansavelmente repetem os filmes, além de cada vez mais nos castigarem com programas sensacionalistas e apelativos. Não é justo portanto, termos que engolir as várias reprises em canais que PAGAMOS para assistir.

É fácil de entender o motivo dos downloads de filmes e seriados estar cada vez mais em alta. E cada vez mais consumidores buscam essa alternativa (mesmo que ilegal) já que surpreendentemente não raro são as vezes em que eles tem uma imagem e áudio superior aos filmes da TV paga.

Sem contar que a qualidade da TV paga não anda lá essas coisas. Os poucos canais que se salvam, estão cada vez mais raros. E qualidade é tudo que nós buscamos quando pagamos pela TV por assinatura. E o mínimo que merecemos é respeito, coisa que está cada vez mais rara na programação brasileira.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O brasil e a solidariedade ao Haiti

Hoje vou falar sobre o devastador terremoto que atingiu o Haiti. Logo o país mais pobre das Américas, é arrasado por algo que vai além dos tantos problemas que a sua população já enfrenta.

Bom, o que eu acho irônico desse desastre todo é o nosso país. Explico: O Brasil, sempre se prontifica a ajudar os países arrasados por terremotos, furacões, enchentes e outros desastres naturais. Mas é aí que eu me pergunto. Será que antes de ajudar outros países, ele não deveria resolver os muitíssimos problemas que já temos aqui dentro? Como a fome que milhões de brasileiros passam, a falta de moradias, a excessiva violência, etc. Nesse ponto eu volto a falar da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Temos condições para tanto?

Voltando a falar do Haiti eu questiono o porque do Brasil sempre ajudar seus vizinhos, quando este mesmo país não ajuda a sua própria nação.

Vejam bem: o que estou escrevendo nestas linhas não se trata de egoísmo de maneira nenhuma. O que aconteceu com o Haiti foi horrível. E todo ajuda é bem vinda (inclusive a do Brasil). Mais de 100 mil pessoas morreram e outras milhares não tem nem onde dormir. Há dias milhares de sobreviventes dormem a céu aberto por falta de abrigos ou campos improvisados. O que eu quero dizer com isso tudo é que o Brasil pode (e deve) sim ajudar a população sobrevivente. Mas não doando 15 milhões de dólares ou dezenas de toneladas de comida, e sim com a atuação principalmente do Ministério da Defesa que já está ajudando ao país com reforços da segurança nas operações, remoção dos escombros, distribuição de suprimentos, sepultamento dos mortos, e atendimento médico. É dessa maneira que vejo o Brasil ajudando outros países e não fazendo doações do que não se pode doar. Porém, por outro lado não posso deixar de parabenizar e me orgulhar do Brasil em ser como sempre um dos países que não só prontamente se ofereceu para ajudar o Haiti como agiu de maneira rápida – neste caso de extrema importância, coisa que países imensamente mais ricos como os Estados Unidos, por exemplo, não o fizeram.


Nota: fica aqui a minha imensa tristeza ao saber que o Brasil e o mundo perdeu com o terremoto do Haiti a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança Zilda Arns. Ela mudou a história de crianças de todo o mundo com suas palavras e ações e certamente irá fazer muita falta a todos nós. Que descanse em paz.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Caso do menino Sean

E o novo assunto da mídia está chegando ao fim. O menino Sean finalmente voltou para os Estados Unidos com seu pai biológico depois de 4 anos de brigas.

O que dizer desse caso? é complicado... Mas era óbvio que a grande culpada de tudo isso foi a mãe do Sean (que em um telefonema do Brasil, avisou o então marido que ela e o filho não voltariam mais para os Estados Unidos). Simples assim, um pedido de divórcio pelo telefone. E depois dela, a principal culpada é a avó materna de Sean, que deveria ter entregado a criança ao pai biológico logo após a morte da filha, ou ainda deveria ao menos ter tentado solucionar esse problema enquanto a mãe do Sean era viva. Afinal, ambas sequestraram o menino como prega a Convenção de Haia – que dispõe sobre as crianças levadas de um país para outro. O que era pra ser um simples divórcio com uma briga rancorosa entre duas famílias se tornou muito mais que isso: uma briga entre dois países, já que claro, como tudo no Brasil, a justiça demorou pra tomar uma atitude, levando esse caso a ter proporções gigantescas e até circenses.

Que o ex-modelo e pai biológico do Sean não é lá grande coisa, acho que todo mundo já sabe, mas se ele tem condições de criar o Sean, ele tem esse direito (prova disso é que essa tal justiça-lenta-brasileira finalmente deu a ele a guarda do Sean). Falo sobre o pai porque só após 4 anos de brigas ele foi ver o filho no Brasil é um pouco injustificável (mesmo sendo esse a recomendação dos seus advogados) e por mais alguns outros assuntos que estão estampados em todas as revistas do país.

Ironicamente o norte-americano David Goldman não tem tantas condições como a família brasileira do Sean. Mas isso de maneira nenhuma justificaria a justiça do Brasil em dar a guarda para a sua avó materna. Não se trata aqui de quem pode mais, quem tem mais dinheiro e sim quem é ou não o responsável futuro pela vida do menino Sean. E esse responsável deve sim ser seu pai biológico e não seu padastro (aliás, não coincidentemente um advogado com sobrenome de grande renome no Brasil).

Bom, aqui a justiça foi feita. Talvez haja esperança para nós, e a justiça possa acontecer com mais frequência e rapidez no Brasil.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ela conseguiu seus 15 minutos de fama!



Há tempos atrás eu fiz uma postagem sobre a falta de notícias da mídia, como resultado a imprensa nos "brindava" com assuntos cada vez mais absurdos e desinteressantes.

Agora o mais novo caso é a estudante Geyse Arruda, que com seu micro-vestido (embora alguns jurem que ela só vestia a parte de cima do vestido), há mais de 2 semanas é assunto de vários programas televisivos em todos os canais existentes na faze da Terra. Até no programa Altas Horas ela conseguiu ir. Fantástico então (ou seria Chatástico?) ela já está virando sócia.

Que a Universidade Uniban e os estudantes da mesma exageraram, isso é certo. Afinal todo o escândalo causou proporções gigantescas que só a polícia conseguiu resolver.

Agora, sejamos sinceros também: A new celebrity tá longe de ter um corpo digamos "ideal" para usar um vestido como aquele. E nem bonita ela é! E além disso, uma Universidade não seria bem o lugar ideal para mostrar a coleção de celulites e estrias que ela certamente tem. Resumindo: Ela sequer é tão gostosona assim que justifique tanta repercussão. E o pior de tudo, é que agora até convite para a Playboy ela está para receber (embora ela jure que não pensa em propostas para posar nua, afinal tudo que ela quer é resolver esse caso). Aham, então tá. A gente finge que acredita...