domingo, 27 de dezembro de 2009

O Caso do menino Sean

E o novo assunto da mídia está chegando ao fim. O menino Sean finalmente voltou para os Estados Unidos com seu pai biológico depois de 4 anos de brigas.

O que dizer desse caso? é complicado... Mas era óbvio que a grande culpada de tudo isso foi a mãe do Sean (que em um telefonema do Brasil, avisou o então marido que ela e o filho não voltariam mais para os Estados Unidos). Simples assim, um pedido de divórcio pelo telefone. E depois dela, a principal culpada é a avó materna de Sean, que deveria ter entregado a criança ao pai biológico logo após a morte da filha, ou ainda deveria ao menos ter tentado solucionar esse problema enquanto a mãe do Sean era viva. Afinal, ambas sequestraram o menino como prega a Convenção de Haia – que dispõe sobre as crianças levadas de um país para outro. O que era pra ser um simples divórcio com uma briga rancorosa entre duas famílias se tornou muito mais que isso: uma briga entre dois países, já que claro, como tudo no Brasil, a justiça demorou pra tomar uma atitude, levando esse caso a ter proporções gigantescas e até circenses.

Que o ex-modelo e pai biológico do Sean não é lá grande coisa, acho que todo mundo já sabe, mas se ele tem condições de criar o Sean, ele tem esse direito (prova disso é que essa tal justiça-lenta-brasileira finalmente deu a ele a guarda do Sean). Falo sobre o pai porque só após 4 anos de brigas ele foi ver o filho no Brasil é um pouco injustificável (mesmo sendo esse a recomendação dos seus advogados) e por mais alguns outros assuntos que estão estampados em todas as revistas do país.

Ironicamente o norte-americano David Goldman não tem tantas condições como a família brasileira do Sean. Mas isso de maneira nenhuma justificaria a justiça do Brasil em dar a guarda para a sua avó materna. Não se trata aqui de quem pode mais, quem tem mais dinheiro e sim quem é ou não o responsável futuro pela vida do menino Sean. E esse responsável deve sim ser seu pai biológico e não seu padastro (aliás, não coincidentemente um advogado com sobrenome de grande renome no Brasil).

Bom, aqui a justiça foi feita. Talvez haja esperança para nós, e a justiça possa acontecer com mais frequência e rapidez no Brasil.

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