Hoje vou falar sobre o devastador terremoto que atingiu o Haiti. Logo o país mais pobre das Américas, é arrasado por algo que vai além dos tantos problemas que a sua população já enfrenta.
Bom, o que eu acho irônico desse desastre todo é o nosso país. Explico: O Brasil, sempre se prontifica a ajudar os países arrasados por terremotos, furacões, enchentes e outros desastres naturais. Mas é aí que eu me pergunto. Será que antes de ajudar outros países, ele não deveria resolver os muitíssimos problemas que já temos aqui dentro? Como a fome que milhões de brasileiros passam, a falta de moradias, a excessiva violência, etc. Nesse ponto eu volto a falar da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Temos condições para tanto?
Voltando a falar do Haiti eu questiono o porque do Brasil sempre ajudar seus vizinhos, quando este mesmo país não ajuda a sua própria nação.
Vejam bem: o que estou escrevendo nestas linhas não se trata de egoísmo de maneira nenhuma. O que aconteceu com o Haiti foi horrível. E todo ajuda é bem vinda (inclusive a do Brasil). Mais de 100 mil pessoas morreram e outras milhares não tem nem onde dormir. Há dias milhares de sobreviventes dormem a céu aberto por falta de abrigos ou campos improvisados. O que eu quero dizer com isso tudo é que o Brasil pode (e deve) sim ajudar a população sobrevivente. Mas não doando 15 milhões de dólares ou dezenas de toneladas de comida, e sim com a atuação principalmente do Ministério da Defesa que já está ajudando ao país com reforços da segurança nas operações, remoção dos escombros, distribuição de suprimentos, sepultamento dos mortos, e atendimento médico. É dessa maneira que vejo o Brasil ajudando outros países e não fazendo doações do que não se pode doar. Porém, por outro lado não posso deixar de parabenizar e me orgulhar do Brasil em ser como sempre um dos países que não só prontamente se ofereceu para ajudar o Haiti como agiu de maneira rápida – neste caso de extrema importância, coisa que países imensamente mais ricos como os Estados Unidos, por exemplo, não o fizeram.
Nota: fica aqui a minha imensa tristeza ao saber que o Brasil e o mundo perdeu com o terremoto do Haiti a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança Zilda Arns. Ela mudou a história de crianças de todo o mundo com suas palavras e ações e certamente irá fazer muita falta a todos nós. Que descanse em paz.
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